JAMAIS FOMOS MODERNOS BRUNO LATOUR PDF

Lendo urn pouco mais adiante, passo dos qufmicos que lidam com a alta atmosfera para os executivos da Atochem e Monsanto, que estao modificando suas linhas de prodw;ao para substituir os inocen- tes clorofluorcarbonetos, acusados de crime contra a ecosfera. Alguns pa- ragrafos afrente, ea vez dos chefes de Esrado dos grandes paises industria- lizados se meterem com qufmica, refrigeradores, aerossois e gases inertes. Contudo, na parte de baixo da coluna, vejo que os meteorologistas nao concordam mais com os qufmicos e falam de variac;6es cfclicas. Subitamente os industriais nao sabem 0 que fazer. Sera preciso esperar?

Author:Tojagami Mesho
Country:Benin
Language:English (Spanish)
Genre:Business
Published (Last):1 February 2017
Pages:394
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ISBN:433-8-52323-705-6
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Lendo urn pouco mais adiante, passo dos qufmicos que lidam com a alta atmosfera para os executivos da Atochem e Monsanto, que estao modificando suas linhas de prodw;ao para substituir os inocen- tes clorofluorcarbonetos, acusados de crime contra a ecosfera. Alguns pa- ragrafos a frente, ea vez dos chefes de Esrado dos grandes paises industria- lizados se meterem com qufmica, refrigeradores, aerossois e gases inertes.

Contudo, na parte de baixo da coluna, vejo que os meteorologistas nao concordam mais com os qufmicos e falam de variac;6es cfclicas. Subitamente os industriais nao sabem 0 que fazer. Sera preciso esperar? Ja e tarde de- mais? Va ecologica devido a flora rara que la riadores, economistas, cientistas politicos, fil6sofos, antrop6logos.

Mas, se desenvolveu. Science studies e a palavra inglesa; ou ainda este vo- mo anticoncepcional formando uma estranha leglao. Basta que 0 padrao da tela seja alterado por umas nhecimentos exatos e 0 exerdcio do poder, digamos a natureza e a cul- poucas linhas e bilh6es de francos, milh6es de televlsores,. Sem estas paginas calmas, ficariamos tontos. Toda a cultura e toda a natureza sao diariamente revlradas al. Ou dizem respeito a natureza, ou a politica, ou ao discurso.

Nao misturemos 0 do do pensamento instrumental, mas sim da propria materia de nossas ceu e a terra 0 global e 0 local, 0 humano e 0 inumano. MacKenzie desdobra toda a marinha americana e mesmo os criam a mis;ura - voce dira -, elas tecem nosso mundo? Voces reduzem a verdade cientffica a interes- contextualizas:ao e semi6tica, mas de uma nova forma que se conecta ao ses e a efid. Se os fatos nao ocuparem 0 lugar ao mesmo tempo marginal e sa- reduzir-se nem a uma coisa nem a outra.

A epistemo-" zidos a meras contingencias locais e miseras negociatas. Caso os seres que voce esteja seguin- seu envolvimento nos coletivos enos objetos.

A America nao sera a mesma antes e depois da eletricidade; 0 putar a dimensao social e poHtica, purificando-a de qualquer objeto; as contexto social do seculo XIX nao sera 0 mesmo se for construido com terceiras, enfim, conservarao 0 discurso, mas irao purga-Io de qualquer pobres coitados ou com pobres infestados por microbios; quanto ao sujeito aderencia indevida a realidade - horresco referens - e aos jogos de po- inconsciente estendido sobre seu diva, como sera diferente caso seu cerebro der.

Nenhum destes estudos pode reutilizar aquilo que os soci Mas se uma naveta fina hOllver interligado 0 ceu, a industria, os textos, gos, psicologos ou economistas nos dizem do contexto social para aplica- as almas e a lei moral, isto permanecera inaudito, indevido, inusitado.

A cada vez, tanto 0 contexto quanto a pessoa huma- na encontram-se redefinidos. Da mesma forma como os epistemologos nao reconhecem mais, nas coisas coletivizadas que Ihes oferecernos, as ideias, A CRISE DA CRfTICA conceitos e teorias de sua infancia, tambern as ciencias humanas seriam incapazes cle reconhecer, nestes coletivos abarrotados de coisas que nos des- Os crfticos desenvolveram tres repertorios distintos para falar de nos- dobramos, os jogos de poder de sua adolescencia militante.

Quando continuam a ser mais invisfveis do que aquelas tecidas pelas aranhas. Quando 0 segundo fala de poder sociologizado, nao entre-eles, quer dizer que voces falam apenas do discurso, da representa- ha mais ciencia, nem tecnica, nem texto, nem conteudo.

Aqueles fala de efeitos de verdade, seria urn atestado de grande ingenuidade acredi- que colocam entre parenteses 0 referente externo - a natureza das coisas tar na existencia real dos neuronios do cerebro Oll dos jogos de poder.

Cada - e 0 locutor - 0 contexte pragmatico ou social- so podem mesmo falar uma destas formas de critica e potente em si mesma, mas nao pode ser com- dos efeitos de sentido e dos jogos de linguagem. Entretanto, quando Mac- binada com as outras. Podemos imaginar urn estudo que tornasse 0 buraco Kenzie perscruta a evolu. A natureza dos tos que podem matar a todos; quando Calion segue de perto os artigos fatos seria totalmente estabelecida, as estrategias de poder previsfveis, mas cientfficos, ele fala de estrategia industrial, ao mesmo tempo em que fala apenas nao se trataria de efeitos de sentido projetando a pobre ilusao de uma de ret6rica Calion, Law et aI.

Uma tal coleha de retalhos seria grotesca. Nossa nos de notas de Edison, 0 mundo interior de Menlo Park logo se tomara vida intelectual continua reconhecfvel contanto que os epistemologos, os o mundo exterior de toda a America; quando descrevo a domestica,ao dos sociologos e os desconstrutivistas sejam mantidos a uma distancia conveniente, microbios por Pasteur, mobilizo a sociedade do seculo XIX, e nao apenas alimentando suas crfticas com as fraquezas das outras duas abordagens.

E Ora, de duas coisas uma: ou as redes que desdobramos realmente nao verdade, entretanto, que se trata de retorica, estrategia textual, escrita, existem, e os criticos fazem bern em marginalizar os estudos sobre as cien- 10 Bruno Latour Jamais Fomos Modernos 11 cias au separa-Ios em tres conjuntos distintos - fatos, poder, discurso-, turas aquila que epassive! Por au entao as redes sao tal como as descrevemos, e atravessam a fronteira que?

Porque nos somos modernos. A entre os grandes feudos da critica - nao sao nem objetivas, nem sociais, continuidade das amilises tomou-se impossivel. Para os antropologos tradi- nem efeitos de discurso, sendo ao mesmo tempo reais, e coletivas, e dis- cionais, nao ha, nao pode haver, nao deve haver uma antropologia do mun- cursivas. AU nos devemos desaparecer, portadores de mas noticias que do moderno Latour, b. As etnociencias podem associar-se em parte mos, ou entao a propria critica cleve entrar em crise por causa clestas re- a sociedade e ao discurso, mas a ciencia nao pode.

E justamente porque des contra as quais ela se debate. Foi ai que buscamos nossa coragem. Passamos de urn problema limitado - porque as redes a sociedade? Sera que devemos segui-Ias abandonando os recursos da cri- continuam a ser incornpreensiveis? No que somos ajudados, felizmente, por acon- teiras, casam-se entre eles e sonham com uma patria comum a ser extrai- tecimentos de porte considenivel que enterram a velha toupeira da critica da dos tres paises que os desmembram.

Desde 0 salaD houvesse acostumado, ha muito tempo, a tratar sem crises e sem crftica 0 de madame de Guermantes, sabemos que eprecise urn ca. Mesmo 0 mais raeionalista dos da Grande Guerra para que a cultura intelectual modifique ligeiramente etnografos, uma vez mandado para longe, e perfeitamente capaz de jun- seus habitos e receba em sua casa os esnobes anteriormente indesejaveis.

Nem urn so elemen- convencional que as outras. A queda do Muro de Bedim simboliza, para to que nao seja ao mesmo tempo real, social e narrado. Nos do leninismo. Nos tambem relacio- o socialismo multiplicou-a indefinidamente.

Nos tambern devemos levar em conta as leis, 0 poder e a moral para como fazer uma guerra civil em grande escala. Ele ganhou a guerra fria. Fiearn suspensos Mas este triunfo dura pOlleo. Continuam acreditando nas promessas das cien.. Quer sejamos anti-modernos, modernos ou pos-modernos, somos "- A simetria lJerfeita entre a queda do muro da vergonha e 0 desapare- todos mais uma vez questionados pela dupla falencia do miraculoso ana cimento da natureza ilimitada so nao e vista pelas ricas democracias oci- de A antropologia eomparada se gando os outros povos na miseria.

As redes encantrariam urn lar. Teria ou jornalistas. Atraves do adjetivo moderno, Teria side melhor nao tentar tornar-se mestre e dono da natureza? E no entanto dernidade" aparecem, definimos, por contraste, urn passado arcaico e es- i nos voltariamos tranqiiilamente para nossa juventude entusiasta e com- tavel. Alem disso, a palavra encontra-se sempre colocada em meio a uma portada, da mesma forma comO os jovens alemaes se voltam para seus pais polemica, em uma briga onde ha ganhadores e perdedores, os Antigos e grisalhos: "A que ordens criminosas estavamos obedecendo?

Sejamos definitivamente anti-modernos, dizem todos. A segunda questao diz modernidade, interpretar 0 sintoma da pos-modernidade, e compreender respeito aos pre-modernos, as outras naturezas-culturas. Sera entao precise mover 0 ceu e a terra para abrigar permitiram sua proliferac;:ao. E esta diferenc;:a que nos permitiria explicar as redes de ciencias e tecnicas?

Sim, e exatamente isso: 0 ceu e a terra. Seria necessaria uma outra democracia? Vma democracia estendi- conjunto corresponde aquilo que chamei de redes, 0 segundo ao que cha- cia as coisas? Para responder a estas perguntas, deverei distinguir entre os mei de critica. Enquanto considerarmos separadamente estas prciticas, seremos real- :mente modernos, ou seja, estaremos aderindo sinceramente ao projeto da i pnrificac;:ao critica, ainda que este se desenvolva somente atraves da proli- ,ferac;:ao dos hibridos.

Ao mesmo tempo, deixamos de ter side modernos, no preterito, pois tomamos consciencia, retrospectivamente, de que os dois conjuntos de praticas estiveram operando desde sempre no periodo historico que se encerra.

Nosso passado comec;:a a mndar. Enfim, se jamais tivessemos side modernos, pelo menos nao da forma como a critica nos narra, as relac;:oes tormentosas que estabelecemos com as outras naturezas-culturas seriam transformadas.

Esta ea questao que eu gostaria de esclarecer. A hip6te- se, ainda muito grosseira, e que a segunda possibilitou a primeira; quanto 16 Bruno Latour Jamais Fomos Modernos 17 2.

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As proprias ciencias que servem para esta elevac;:ao sao mantidas fora do jogo, fora da pratica, fora do campo. Da forma como a epistemologia as concebe, elas permanecem objetivas e exteriores, quase- objetos expurgados de suas redes. Basta dar aos. Para Levi-Strauss assim como para Canguilhem, Lyo- tard, Girard e a maioria dos intelectuais franceses , este novo conhecimen- to esta totalmente fora cia cultura. Esta transcendencia permite que todas as culturas sejam relativizadas, tanto as dos outros quanta as nossas. Em algum lugar, em nossas sociedades, e somente nelas, uma transcen- dencia inusitada manifestou-se: a natureza como ela realmente e a-humana, , por vezes inumana, sempre extra-humana.

BHRIGU PRASHNA NADI PDF

Jamais fomos modernos

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